Tudo o que você precisa saber sobre energia solar para o agronegócio



Atividades rurais, como agricultura e pecuária, demandam energia elétrica para a maioria dos processos produtivos. Além do custo elevado, que impacta os resultados do negócio, depender da energia fornecida pelas concessionárias é um risco, pois falhas no fornecimento são comuns. O uso de energia solar para o agronegócio é uma alternativa para reduzir custos e evitar intermitências do sistema.


Apesar dos benefícios, boa parte setor parece ainda não ter percebido a importância da energia solar. De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o meio rural está começando agora a investir em instalações de sistemas fotovoltaicos no país. O uso de energia solar no campo cresceu nove vezes em 2017 e até julho de 2018 já havia dobrado, atingindo 15,8 megawatts de uso operacional.


Energia solar para o agronegócio na prática: 8 exemplos de como a tecnologia é aplicada no campo


O mercado de energia solar está em franco crescimento no Brasil. Cada vez mais, questões como segurança energética, preços de energia, mudanças climáticas e maior demanda por eletricidade fazem com que os investimentos na geração fotovoltaica se tornem mais importantes.


Na área rural, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), há mais de 4 milhões de consumidores de energia elétrica, entre os quais estão incluídas as empresas de agropecuária e aquicultura.


O setor do agronegócio conquista grandes benefícios com a energia solar. A implantação de um sistema fotovoltaico promove diversas vantagens, como autonomia energética, redução de custos e maior sustentabilidade. Com isso, as empresas garantem um importante diferencial competitivo.


Pequenos produtores e empresas familiares também se beneficiam da tecnologia, conquistando autonomia e eficiência. Para esses casos, existe uma linha específica de financiamento, do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).


No campo, todas as aplicações que demandam energia elétrica são beneficiadas com a energia solar. É possível usar a luz solar de duas maneiras: para aquecimento (energia termosolar) e para geração de eletricidade (energia fotovoltaica). Neste artigo, vamos abordar o funcionamento e algumas aplicações da energia fotovoltaica.


Em um sistema fotovoltaico, a eletricidade é gerada a partir da conversão de luz solar em energia. O sistema capta os raios solares por meio de placas que contêm células de silício, um elemento químico semicondutor. A luz captada pelos painéis fotovoltaicos reage com os elétrons do silício que se movimentam, gerando energia elétrica.


Vale lembrar que áreas de produção agrícola ou de pecuária são ideais para a instalação de painéis solares, já que os sistemas podem ser posicionados em locais sem sombreamento e na posição exata para ter a melhor eficiência.


Se você planeja se tornar um fornecedor de soluções para esse setor, é importante conhecer o mercado para direcionar suas ações. Além disso, é primordial estabelecer parcerias com fornecedores de equipamentos e serviços que tenham certificações e ofereçam serviços de apoio, como treinamento qualificado. Confira os 8 principais usos da energia solar no agronegócio.


Aplicações básicas

A energia fotovoltaica contribui para reduzir o uso da energia fornecida pela rede. Assim, todas as necessidades de energia elétrica da propriedade são beneficiadas. Iluminação, eletrodomésticos, alarmes, cercas elétricas, portões elétricos e qualquer outro equipamento que dependa de eletricidade para funcionar são exemplos do uso da energia solar no agronegócio.


Secagem e armazenagem de grãos

O Brasil é um dos maiores produtores de grãos do mundo. Produtos como soja, feijão, arroz e trigo necessitam passar por um processo de secagem para garantir sua durabilidade e segurança no armazenamento. Essa secagem normalmente é feita de maneira artificial, com o uso de equipamentos mecânicos ou com ar quente.

Também é possível usar um secador de grãos que tem a energia solar como fonte de fornecimento de calor. O ar é aquecido em estufa e um exaustor o leva para a câmara de secagem, onde estão os grãos.


Controle de estufas

As estufas solares não servem apenas para secagem de grãos. Madeiras, como eucalipto, também precisam passar por esse processo antes de serem utilizadas na construção ou pela indústria moveleira. Da mesma maneira, folhas de fumo também são secas em estufas solares antes de irem para a indústria de tabaco.


Um dos desafios das estufas solares é o controle do ar de secagem. Para esse controle, o ideal é utilizar sistemas mais sofisticados, com secagem indireta do produto na câmara de secagem. Nesse caso, o ar quente é movimentado por meio de um sistema de ventilação acionado por energia solar fotovoltaica.


Bombeamento da água de poços até a área de plantio

A irrigação de lavouras é um processo que depende de energia elétrica para acionamento. Normalmente, a água é bombeada de um reservatório até o local a ser irrigado, e os irrigadores funcionam durante um determinado período.


Para o bombeamento, é possível usar bombas de superfície ou submersas, acionadas com energia fotovoltaica. Motobombas e filtros de água utilizados em diversos tipos de irrigação, principalmente para gotejamento e aspersão, são acionados pela energia gerada pelo sistema fotovoltaico.


Os mecanismos de irrigação também são acionados por energia solar, o que dispensa, inclusive, outros controles, já que a própria luminosidade se encarrega de fazê-los entrar em operação.


Vale lembrar que as bombas de água utilizadas na zona rural, seja para consumo próprio, irrigação ou pecuária, frequentemente são instaladas em regiões mais remotas, com difícil acesso à rede elétrica ou, até mesmo, com restrições ao uso de geradores a diesel.


Assim, as bombas movidas a energia solar são uma alternativa, uma vez que não precisam ser reabastecidas como os geradores a diesel e podem ser instaladas de forma desconectada da rede.


Ordenhadeiras e resfriamento de tanques de leite

A produção leiteira também se beneficia das vantagens do uso de energia solar. Ordenhadeiras e tanques para resfriamento de leite utilizam energia gerada pelo sistema fotovoltaico, diminuindo os custos de produção e o risco de perdas de lotes de leite decorrentes de falta de energia.


O resfriamento do leite é necessário para impedir a proliferação de microrganismos e promover maior flexibilidade de processamento de derivados. Também permite que os produtores armazenem o produto por mais tempo antes da coleta, sem riscos de contaminação ou perda.


Aquecimento da água nos tanques de peixes

A aquicultura depende muito da temperatura da água. Alguns peixes, como a tilápia, não comem e nem se desenvolvem em temperaturas muito baixas. A temperatura da água afeta diversas atividades fisiológicas dos peixes, como respiração, digestão, reprodução e alimentação.


Por isso, é fundamental mantê-la aquecida, especialmente em regiões mais frias. A energia solar também contribui para esse processo, reduzindo as despesas com energia elétrica de maneira significativa.


Eletrificação de cercas

Cercas elétricas são muito utilizadas nas fazendas, seja para segurança do gado ou para impedir a entrada de pessoas não autorizadas. Trata-se de uma forma de contenção simples e de baixo custo, mas seu uso demanda energia elétrica contínua.


O uso de um eletrificador solar garante o funcionamento sem interrupções e menor custo de energia elétrica. Por se tratar de uma aplicação com consumo baixo, geralmente são necessários poucos painéis fotovoltaicos para suprir essa necessidade, o que torna o investimento mais atrativo.


Avicultura

Um dos principais custos da avicultura é a energia elétrica. Nesse sentido, a instalação de um sistema de geração fotovoltaica ajudará a reduzir essa despesa, possibilitando melhores resultados ao negócio.


Nesse setor, a energia elétrica é necessária para aquecimento, essencial para o desenvolvimento das aves, para iluminação, e em granjas e criadouros.


Conheça os módulos de energia solar rural

A energia fotovoltaica pode ser on-grid (conectada à rede) ou off-grid (desconectada). Saiba quais são as diferenças entre as duas:

na forma denominada on-grid, a energia gerada por meio dos módulos solares é um complemento à eletricidade fornecida pela distribuidora;na off-grid, os sistemas estão desconectados da rede e, portanto, não existe cobrança pela energia produzida ou qualquer custo com extensão de rede.


A diferença entre os módulos e o que considerar ao instalá-los

Para escolher entre um sistema on-grid e um off-grid, é importante entender as diferenças entre os dois e as vantagens e desvantagens de cada um deles.


No caso dos sistemas on-grid, se houver excedente de energia gerada pela luz solar (ou seja, quando o consumo for inferior à geração de energia), é possível obter créditos junto à concessionária de energia e ter descontos na conta.


A vantagem, além da redução de despesas, é que durante a noite ou em períodos sem insolação, não há interrupções no fornecimento de energia (desde que exista um banco de baterias para armazenamento da energia que, nesse caso, tem a possibilidade de ser menor que o necessário para sistemas off-grid).


Como o custo de implantação é menor, o tempo de retorno do investimento também é inferior.


É possível fazer a instalação on-grid sem os bancos de baterias, mas quando ocorre interrupção do fornecimento de energia pela concessionária, o sistema fotovoltaico também se desconecta e o consumidor fica sem energia.


Já os sistemas desconectados (off-grid) não permitem essa compensação com a rede de energia elétrica. Geralmente, são mais indicados para usos locais e específicos, abastecendo diretamente os equipamentos que consomem energia.


Em função disso, essa é uma opção mais utilizada em locais remotos, sem ligação com as concessionárias. A energia é armazenada em baterias e não na rede elétrica. Por sua vez, as baterias garantem o funcionamento em períodos de baixa insolação ou durante a noite.


As principais vantagens desse tipo de sistema em relação aos geradores tradicionais são a independência da concessionária e a redução do custo de produção. Por outro lado, a desvantagem é que ele exige uma aplicação maior, em função da necessidade de investimento em bancos de baterias.


O dimensionamento adequado é essencial para o sucesso de qualquer projeto. No caso de geradores on-grid, o cálculo é feito com base na fatura de energia elétrica. Para outras opções, a visita técnica é importante para analisar todas as aplicações e variáveis, além de esclarecer dúvidas do cliente.


Conheça as opções de financiamento

Existem várias linhas de financiamento para aquisição de sistemas de geração de energia solar. Alguns exemplos são o FNE Solar, do Banco do Nordeste, e as linhas próprias do Banco do Brasil, do Banco da Amazônia, da Caixa Econômica Federal, do Desenvolve SP e do BDMG.


Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financia o investimento por meio do cartão BNDES ou com o Finem de Eficiência Energética.

O financiamento oferecido pelo Pronaf (programa voltado à agricultura familiar) tem juros variando entre 2,5% a 5,5% ao ano. Já o BNDES aplica juros de até 4,6%. Nesse caso, a aquisição do equipamento deve estar vinculada a uma atividade econômica.


O Programa Fundo Clima é voltado para pessoas físicas e jurídicas que queiram investir em energia solar, e atinge 80% dos itens financiáveis, podendo chegar a R$ 30 milhões a cada 12 meses. Para quem tem renda anual de até R$ 90 milhões, o investimento é de 0,1% ao ano. A remuneração do BNDES é de 0,9% ao ano.


Entenda as vantagens do uso de energia solar no agronegócio

Como já deu para você perceber, existem muitas vantagens no uso de energia solar no agronegócio. Redução da tarifa de energia elétrica e autonomia e segurança contra possíveis intermitências do sistema são os benefícios mais visíveis, mas há vários ganhos com a geração da própria energia.


A energia solar fotovoltaica é limpa e renovável, o que significa que uma vez feito o investimento para aquisição do sistema, não há necessidade da compra de insumos, como no caso de geradores a diesel, que dependem do combustível fóssil. Aliás, geradores a diesel emitem gases de efeito estufa, prejudiciais à saúde, e causam poluição sonora, ao contrário dos sistemas fotovoltaicos.


Outro grande benefício da geração de energia solar é que os sistemas demandam baixa manutenção e têm vida útil média de 25 anos. Em geral, o prazo de retorno do investimento (que se paga com a redução de custos de energia elétrica) gira em torno de 5 anos.


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